Ação que combate comércio de cigarro falso cumpre mandados na PB

Dois mandados de busca e apreensão foram cumpridos na manhã desta quinta-feira (7) em um apartamento no bairro do Bessa, em João Pessoa e em uma fazenda na cidade de Patos, no Sertão da Paraíba, ambos pela Polícia Rodoviária Federal. Nos dois locais, foram apreendidos documentos, notas promissórias, cartões de crédito, talões de cheque, contratos de compra e venda, escrituras de imóveis, dois veículos, além de R$ 6 mil reais em dinheiro.
Para a PRF, o material é referente a empresas de fachada e comprova a prática de lavagem de dinheiro. Os dois suspeitos não foram encontrados nos locais das buscas e são considerados foragidos da Justiça.

A ação é parte da operação Kapnós, que investiga duas quadrilhas especializadas em falsificação e comércio ilegal de cigarros, lavagem de dinheiro e receptação qualificada, com sede em Alagoas e atuação em pelo menos sete Estados nordestinos.
Segundo a PRF, nesta quinta-feira foram cumpridos 14 mandados de prisão e 29 de busca e apreensão em cidades da Paraíba, Pernambuco, Alagoas, Rio Grande do Norte e Bahia. A operação Kapnós é coordenada pelo do Ministério Público Estadual de Alagoas e conta com apoio da PRF, além das polícias Civil e Militar.
As investigações foram iniciadas em Alagoas, pelo Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc), do Ministério Público Estadual. A 17ª Vara Criminal de Maceió expediu os mandados de prisão e de busca e apreensão a serem cumpridos nos Estados onde a quadrilha possui ramificações, incluindo a Paraíba.
Ainda de acordo com a PRF-PB, as quadrilhas possuíam empresas de fachada, como potos de combustíveis, restaurantes e distribuidoras de bebidas, que eram utilizados para a prática de lavagem de dinheiro. “Os documentos apreendidos na manhã desta quinta-feira na Paraíba são referentes a algumas dessas empresas”, afirmou a policial rodoviária federal Nathália Freire.
Esquema faturava R$ 1 milhão por mês
A PRF informou que levantamentos realizados há quatro meses indicam que o faturamento anual das quadrilhas ultrapassava R$ 1 milhão, montante sobre o qual não incidiam impostos ou fiscalização. Os líderes das organizações viviam como empresários de sucesso, administrando empresas de fachada, registradas em nome de terceiros. Uma das quadrilhas tinha um financiador do esquema, que emprestava dinheiro para a compra da mercadoria falsificada.
Os integrantes das quadrilhas eram especializados na comercialização de cigarros falsificados, produzidos no Brasil, mas com selos de marcas consolidadas no Paraguai. Os revendedores compravam os produtos em fábricas clandestinas, localizadas, em sua maioria, na região Sul do país, e distribuíam para diversos centros de comércio no Nordeste. As quadrilhas possuíam estrutura organizada, com divisão de tarefas de seus integrantes. Havia fornecedores regionais, estaduais, e locais, além de vendedores que comercializavam os cigarros para o consumidor final.
Dois vendedores de cigarros falsificados, que compravam mercadoria das duas quadrilhas, foram o foco inicial das investigações, em um ponto de vendas de cigarro no Centro da capital alagoana, o Mercado da Produção e na Feira do Artesanato. A ação dos comerciantes possibilitou o mapeamento dos núcleos que sustentavam o esquema criminoso.
Kapnós significa 'tabaco' em grego
Segundo a PRF, Kapnós é uma palavra de origem grega que significa tabaco, que é o produto alvo das investigações. Na Operação, o termo também remete à fumaça tóxica emitida pelo cigarro. Há ainda outro sentido atribuído ao termo fumaça, que pode ser associado à tentativa das quadrilhas de encobrir a origem ilícita do dinheiro e dos bens, de acordo com os levantamentos realizados pela PRF.

Fonte:G1
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