Preso 7º suspeito de participar em homicídio de jovem em padaria na PB

Foi preso no início da tarde desta terça-feira (28) a sétima pessoa suspeita de envolvimento na morte de um jovem após ser baleado durante um suposto assalto a padaria da irmã dele no bairro do Jardim Luna, em João Pessoa. De acordo com o delegado Aldrovilli Grisi, responsável pelo caso, o sétimo suspeito seria o dono do carro que foi emprestado à dupla que teria simulado o assalto ao estabelecimento. O veículo também foi apreendido. 
Na manhã desta segunda-feira, o delegado explicou que o assalto foi forjado para acobertar o homicídio da vítima, um jovem de 28 anos, por parte de executores contratados pela irmã dele, que teria arquitetado o crime com o objetivo de vender bens da família avaliados em cerca de R$ 1 milhão. Segundo a polícia, a suspeita tinha uma vida de ostentação e vendia os bens da família para pode gastar o dinheiro.

Marcos Antônio Filho, de 28 anos, foi baleado no dia 4 de junho. A vítima chegou a ser socorrida e levada para o Hospital de Trauma de João Pessoa, mas não resistiu aos ferimentos e morreu no mesmo dia. O corpo do jovem de 28 anos foi enterrado na manhã do dia 5 de junho. O velório e o enterro aconteceram no Parque das Acácias, no José Américo, e foram acompanhados por amigos, familiares e colegas do jiu jitsu, esporte praticado pela vítima.

A irmã da vítima; a namorada dela, que sabia do plano e ajudou a acobertar a suspeita; os dois homens que teriam participado do assalto, incluindo o executor; um homem que seria intermadiário entre a suspeita e os executores; e um empresário de Bayeux, que seria o comprador dos bens da família, foram presos preventivamente na segunda-feira (27).
Todas as prisões são preventivas e segundo o delegado devem se transformar em temporária após o aprofundamento das investigações. As cinco pessoas apresentadas na coletiva, o que exclui o comprador das propriedades, devem ser indiciadas por homicídio em concurso com roubo, que é quando o roubo é forjado para ocultar uma execução, e por formação de quadrilha.

Investigação
Segundo o delegado, depois da morte do pai dos irmãos, quem passou a gerir o patrimônio da família, que mora em Bayeux, foi a irmã, uma vez que a vítima estudava e morava em Areia, no Agreste do estado. Durante a auxência do irmão, ela conseguiu vender um imóvel e um carro pertencente à família e ainda segundo Aldrovilli Grisi, teria falsificado a assinatura do irmão para poder vender um imóvel que estava no nome dele.

E, ainda de acordo com Aldrovilli Grisi, a morte do jovem foi encomendada pelo valor de R$ 13 mil, que a suspeita pretendia pagar após a execução. O delegado explicou que ela não tinha o dinheiro no momento do contrato. “Ela pretendia pagar os executores do irmão com o dinheiro dos bens do próprio irmão”, disse.

O caso, que inicialmente foi investigado pela Delegacia de Homicídios, passou para Roubos e Furtos porque havia a suspeita de que fosse um latrocínio. A mudança de rumo na investigação aconteceu após a polícia conseguir na Justiça a quebra de sigilo telefônico da vítima. Nos registros do celular da vítima, a polícia encontrou várias ligações do irmão para a suspeita onde ele questionava a venda do patrimônio, bem como a forma que ela havia conseguido para vender o imóvel dele. Depois disso, a polícia conseguiu a quebra do sigilo da suspeita e descobriu como se deu a negociação para a morte do jovem.
Grisi explicou que a suspeita não gostava de ser questionada e teve a ideia de executar o irmão para poder vender os imóveis e bens livremente e sustentar um padrão de vida alto que ela levava. O delegado relatou na coletiva que a suspeita sustentava duas namoradas, incluindo uma delas que foi presa, além de gastar muito em festas, viagens e compras em restaurantes e shoppings de João Pessoa e Recife. “Ela levava uma vida luxuosa e queria manter, e a forma que ela encontrou foi vendendo os bens da família”, falou.

Marcos Antônio Filho era estudante de Veterinária da UFPB, do campus de Areia, no Agreste paraibano, e deveria se formar no próximo ano. Ele também era praticante de jiu-jitsu e já tinha marcado o exame de faixa, para assumir a faixa preta. Ele deixou um filho de sete anos.

Fonte:G1
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